EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O fim da contribuição da Petrobras para as contas públicas elevou o endividamento da União, dos Estados e dos municípios.
Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central, a dívida pública subiu em maio pelo quinto mês consecutivo.
O principal indicador que mede a dívida líquida do setor público (relação dívida/PIB, Produto Interno Bruto) subiu de 41,4% em abril para 42,5% no mês passado.
O dado referente ao mês de abril foi revisado por conta da mudança. Originalmente, o endividamento estava em 38,5%. Mas sem a Petrobras, passou para 41,4%.
A decisão de tirar a Petrobras das contas públicas tem como objetivo liberar a estatal para investir cerca de R$ 15 bilhões por ano e ajudar a reativar a economia brasileira após o impacto da crise econômica internacional.
Em termos absolutos, o valor da dívida de abril foi revisto de R$ 1,124 bilhão para R$ 1,207 bilhão. Em maio, subiu para R$ 1,245 bilhão.
Superávit primário
A mudança em relação à Petrobras também tem impacto no superávit primário, a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. O governo federal decidiu que neste ano irá reduzir essa economia de 3,8% para 2,5% do PIB. O objetivo é compensar a queda na arrecadação e aumentar o espaço para gastos e investimentos.
Em maio, o superávit primário do setor público ficou em R$ 1,119 bilhão. No acumulado do ano, o dado até abril foi revisto de R$ 33,403 bilhões para R$ 30,760 bilhões. Em maio, chegou a R$ 31,879 bilhões.
Em 12 meses, o primário soma R$ 66,908 bilhões (2,28% do PIB). É o pior resultado da série revisada pelo BC desde junho de 2004, quando estava em R$ 65,7 bilhões. Em abril, o primário estava em R$ 89,687 bilhões (dado que foi revisado para R$ 74,314 bilhões com a exclusão da Petrobras).
segunda-feira, 29 de junho de 2009
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Dívida pública federal interna atinge R$ 1,239 trilhão em maio
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
A dívida pública federal interna em títulos públicos voltou ao subir em maio, aumentando 1,71% na comparação com abril. O estoque total da dívida chegou ao final de maio totalizando R$ 1,239 trilhão. Em abril, a dívida tinha caído 2,5% na comparação com março, totalizando R$ 1,218 trilhão.
O resultado se deve à emissão líquida de R$ 8,5 bilhões e apropriação de juros de R$ 12,4 bilhões. Em maio, houve emissões de R$ 22,9 bilhões em títulos e resgates de R$ 14,4 bilhões.
Já a dívida pública total, que inclui também a externa, passou de R$ 1,318 trilhão em abril para R$ 1,337 trilhão em maio, uma alta de 1,43%.
O PAF (Plano Anual de Financiamento) prevê que a dívida pública federal irá fechar este ano entre R$ 1,480 trilhão e R$ 1,540 trilhão.
A dívida pública externa caiu 2,04%, para R$ 97,6 bilhões (US$ 59,9 bilhões).
Perfil
A parcela de títulos prefixados na dívida interna subiu de 34% em abril para 34,3% em maio, devido à emissão líquida de R$ 7 bilhões desses papéis.
A participação dos indexados à taxa Selic aumentou de 35,34% em abril para 35,42% em maio. A participação dos títulos remunerados por índices de preços, por sua vez, caiu de 27,63% para 27,37% em maio.
O volume de títulos em poder público com vencimento em até 12 meses aumentou de 27,01% para 28,3%.
O prazo médio da dívida total caiu de 41,65 meses para 41,17 meses. No caso da dívida interna, recuou de 39,26 meses para 38,84 meses.
Custo
O custo médio da dívida interna aumentou de 12,53% ao ano em abril para 14,20% a.a. em maio, devido à maior variação do IPCA e do IGP-M.
No acumulado dos últimos 12 meses, o custo médio aumentou de 12,64% ao ano em abril para 12,72% a.a. em maio, em virtude da maior variação dos índices de preços na comparação entre maio de 2007 e 2008.
da Folha Online, em Brasília
A dívida pública federal interna em títulos públicos voltou ao subir em maio, aumentando 1,71% na comparação com abril. O estoque total da dívida chegou ao final de maio totalizando R$ 1,239 trilhão. Em abril, a dívida tinha caído 2,5% na comparação com março, totalizando R$ 1,218 trilhão.
O resultado se deve à emissão líquida de R$ 8,5 bilhões e apropriação de juros de R$ 12,4 bilhões. Em maio, houve emissões de R$ 22,9 bilhões em títulos e resgates de R$ 14,4 bilhões.
Já a dívida pública total, que inclui também a externa, passou de R$ 1,318 trilhão em abril para R$ 1,337 trilhão em maio, uma alta de 1,43%.
O PAF (Plano Anual de Financiamento) prevê que a dívida pública federal irá fechar este ano entre R$ 1,480 trilhão e R$ 1,540 trilhão.
A dívida pública externa caiu 2,04%, para R$ 97,6 bilhões (US$ 59,9 bilhões).
Perfil
A parcela de títulos prefixados na dívida interna subiu de 34% em abril para 34,3% em maio, devido à emissão líquida de R$ 7 bilhões desses papéis.
A participação dos indexados à taxa Selic aumentou de 35,34% em abril para 35,42% em maio. A participação dos títulos remunerados por índices de preços, por sua vez, caiu de 27,63% para 27,37% em maio.
O volume de títulos em poder público com vencimento em até 12 meses aumentou de 27,01% para 28,3%.
O prazo médio da dívida total caiu de 41,65 meses para 41,17 meses. No caso da dívida interna, recuou de 39,26 meses para 38,84 meses.
Custo
O custo médio da dívida interna aumentou de 12,53% ao ano em abril para 14,20% a.a. em maio, devido à maior variação do IPCA e do IGP-M.
No acumulado dos últimos 12 meses, o custo médio aumentou de 12,64% ao ano em abril para 12,72% a.a. em maio, em virtude da maior variação dos índices de preços na comparação entre maio de 2007 e 2008.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Após recuo em janeiro dívida líquida deve subir a 42,4% do PIB em fevereiro
27/02/2008 - 19h18
BRASÍLIA - Após recuar para o equivalente a 42,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em janeiro, o menor patamar desde a relação de 38,9% do PIB em dezembro de 1998, a dívida líquida do setor público deve subir em fevereiro para 42,4%, estima o Banco Central (BC). O aumento decorre da forte valorização do real frente à moeda americana, que registra 3,3% do início do mês até hoje.
Para dezembro de 2008, a autoridade monetária estima que o endividamento deve diminuir nessa relação com o PIB, situando-se em 41,5%, ante a posição fechada em 2007 de 42,8% do PIB.
Dados divulgados hoje apontam que a dívida líquida pública registrou também uma queda nominal em janeiro, saindo de R$ 1,15 trilhão no mês anterior para R$ 1,14 trilhão.
Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, foi "uma melhora expressiva", a queda de 0,7 ponto percentual na relação com o PIB, entre dezembro e janeiro. Isso porque o real teve uma valorização mensal de apenas 0,62% sobre o dólar.
Para fevereiro, porém, ele trabalha com a taxa de câmbio de R$ 1,68 da abertura de hoje, ante R$ 1,75 do fim de janeiro. Como o governo é credor em dólares, a valorização do real aumenta a dívida.
Em janeiro de 2007, para cada 1% de queda no preço do real frente ao dólar, a dívida aumentava 0,04 ponto percentual do PIB. Em janeiro de 2008 passou para um aumento de 0,10 ponto percentual do PIB.
Por aumento da parcela prefixada, a sensibilidade dos juros sobre a dívida também foi ampliada. Em janeiro de 2007, cada 1 ponto percentual de variação da Selic mantido em 12 meses afetava a dívida em 0,22 ponto percentual do PIB (para cima ou para baixo). No mês passado esse impacto subiu para 0,26 ponto percentual do PIB.
A parcela da dívida com variação pela Selic subiu de 47,1% do total há um ano para 54,8%, enquanto a participação da prefixada passou de 35,8% para 37,7% em janeiro de 2008, segundo informou o BC.
(Azelma Rodrigues | Valor Online)
Para dezembro de 2008, a autoridade monetária estima que o endividamento deve diminuir nessa relação com o PIB, situando-se em 41,5%, ante a posição fechada em 2007 de 42,8% do PIB.
Dados divulgados hoje apontam que a dívida líquida pública registrou também uma queda nominal em janeiro, saindo de R$ 1,15 trilhão no mês anterior para R$ 1,14 trilhão.
Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, foi "uma melhora expressiva", a queda de 0,7 ponto percentual na relação com o PIB, entre dezembro e janeiro. Isso porque o real teve uma valorização mensal de apenas 0,62% sobre o dólar.
Para fevereiro, porém, ele trabalha com a taxa de câmbio de R$ 1,68 da abertura de hoje, ante R$ 1,75 do fim de janeiro. Como o governo é credor em dólares, a valorização do real aumenta a dívida.
Em janeiro de 2007, para cada 1% de queda no preço do real frente ao dólar, a dívida aumentava 0,04 ponto percentual do PIB. Em janeiro de 2008 passou para um aumento de 0,10 ponto percentual do PIB.
Por aumento da parcela prefixada, a sensibilidade dos juros sobre a dívida também foi ampliada. Em janeiro de 2007, cada 1 ponto percentual de variação da Selic mantido em 12 meses afetava a dívida em 0,22 ponto percentual do PIB (para cima ou para baixo). No mês passado esse impacto subiu para 0,26 ponto percentual do PIB.
A parcela da dívida com variação pela Selic subiu de 47,1% do total há um ano para 54,8%, enquanto a participação da prefixada passou de 35,8% para 37,7% em janeiro de 2008, segundo informou o BC.
(Azelma Rodrigues | Valor Online)
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