sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Dívida pública do Brasil chega a R$ 1,33 trilhão em outubro
Resultado que corresponde a 44,8% do PIB, projeção do BC era de que a relação entre a dívida e o PIB fosse maior, de 45,1%*
| 26.11.2009 | 12h52
A dívida líquida do setor público alcançou R$ 1,33 trilhão em outubro, resultado que corresponde a 44,8% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Em relação ao mês anterior, houve uma redução de 0,2 ponto percentual.
“O superavit primário observado no mês e o crescimento do PIB valorizado pelo IGP-DI [Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna] foram os principais fatores que contribuíram para essa queda”, informa nota divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Banco Central (BC).
A projeção do BC era de que a relação entre a dívida e o PIB fosse maior, de 45,1%.
| 26.11.2009 | 12h52
A dívida líquida do setor público alcançou R$ 1,33 trilhão em outubro, resultado que corresponde a 44,8% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Em relação ao mês anterior, houve uma redução de 0,2 ponto percentual.
“O superavit primário observado no mês e o crescimento do PIB valorizado pelo IGP-DI [Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna] foram os principais fatores que contribuíram para essa queda”, informa nota divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Banco Central (BC).
A projeção do BC era de que a relação entre a dívida e o PIB fosse maior, de 45,1%.
sábado, 4 de julho de 2009
Dívida ativa da União é de R$ 680 bi e supera arrecadação da Receita em R$ 58 bi - Publicado no Domingo, 15 de Junho de 2008
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
Roosewelt Pinheiro/Abr
Brasília - A coordenadora-geral da Dívida Ativa da União, Nélida Maria de Brito Araújo, afirma que os devedores retardam o pagamento dos débitos com manobras judiciais e administrativas Brasília - A coordenadora-geral da Dívida Ativa da União, Nélida Maria de Brito Araújo, afirma que os devedores retardam o pagamento dos débitos com manobras judiciais e administrativas
Brasília - A Receita Federal poderia ficar todo o ano de 2008 sem praticamente cobrar impostos se os contribuintes que têm dívida com a União resolvessem pagar os tributos em atraso.
Segundo cálculos da Procuradoria da Fazenda Nacional, a dívida ativa da União chega atualmente a R$ 680 bilhões, contra uma arrecadação prevista no decreto de Programação Orçamentária, para este ano, de R$ 622 bilhões – incluindo a Previdência. Assim, o estoque da dívida ativa supera a arrecadação da Receita em R$ 58 bilhões.
A cobrança da dívida ativa da União é de responsabilidade da Procuradoria da Fazenda Nacional, que tem encontrado dificuldade em requerer os pagamentos devido à morosidade da Justiça e às artimanhas usadas pelos devedores. Segundo a coordenadora-geral da Dívida Ativa da União, Nélida Maria de Brito Araújo, a possibilidade de cobrar essa dívida existe. O problema seria a forma encontrada pelos devedores de retardar o pagamento dos débitos por meio de recursos jurídicos e administrativos.
"O que estamos fazendo é cobrar o débito o mais rápido possível, porque quanto mais rápido esse crédito chegar à fase de cobrança, muito mais rápido e eficiente será a recuperação. Pois, se demora muito tempo, você tem dilapidação do patrimônio", analisa a coordenadora.
Ela também explica que a procuradoria tem toda uma maneira diferenciada para atuar junto aos grandes devedores. Essa estratégia está sendo adotada, porque se percebeu que apenas 10% dos contribuintes são responsáveis por 60% do estoque da dívida ativa da União. Nessa corrida contra o tempo, de acordo com Nélida Maria, a coordenadoria tem procurado aproximar os procedimentos de cobrança aos chamados órgãos de origem, como a Receita Federal e o Ministério da Justiça, que também arrecadam tributos.
Entre as dificuldades, a coordenadora citou também a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou inconstitucional a cobrança de 30% da dívida de quem pretende entrar com recurso contra a formalização dos seus débitos. "Hoje, a gente não pode fazer esse tipo de solicitação contra o contribuinte. Hoje, ele entra com o recurso e vai até as últimas instâncias", lamentou.
A Coordenadora lembra ainda da necessidade de promover justiça fiscal aos contribuintes que honram os compromissos e pagam os impostos em dia, a fim de manter o equilíbrio do mercado em relação às empresas. Ela referiu-se, nesse caso, à concorrência desigual que ocorre quando um devedor deixa de recolher tributos para, de certa forma, conseguir vantagens competitivas.
"Acaba havendo uma concorrência desleal, porque eles pagam seus tributos e aqueles que ficam anos discutindo, têm vantagens em relação àqueles que pagam em dia o seu tributo. Porque o fluxo de caixa que seria usado para pagar o tributo, está sendo reinvestido no próprio negócio", afirmou.
Repórter da Agência Brasil
Roosewelt Pinheiro/Abr
Brasília - A coordenadora-geral da Dívida Ativa da União, Nélida Maria de Brito Araújo, afirma que os devedores retardam o pagamento dos débitos com manobras judiciais e administrativas Brasília - A coordenadora-geral da Dívida Ativa da União, Nélida Maria de Brito Araújo, afirma que os devedores retardam o pagamento dos débitos com manobras judiciais e administrativas
Brasília - A Receita Federal poderia ficar todo o ano de 2008 sem praticamente cobrar impostos se os contribuintes que têm dívida com a União resolvessem pagar os tributos em atraso.
Segundo cálculos da Procuradoria da Fazenda Nacional, a dívida ativa da União chega atualmente a R$ 680 bilhões, contra uma arrecadação prevista no decreto de Programação Orçamentária, para este ano, de R$ 622 bilhões – incluindo a Previdência. Assim, o estoque da dívida ativa supera a arrecadação da Receita em R$ 58 bilhões.
A cobrança da dívida ativa da União é de responsabilidade da Procuradoria da Fazenda Nacional, que tem encontrado dificuldade em requerer os pagamentos devido à morosidade da Justiça e às artimanhas usadas pelos devedores. Segundo a coordenadora-geral da Dívida Ativa da União, Nélida Maria de Brito Araújo, a possibilidade de cobrar essa dívida existe. O problema seria a forma encontrada pelos devedores de retardar o pagamento dos débitos por meio de recursos jurídicos e administrativos.
"O que estamos fazendo é cobrar o débito o mais rápido possível, porque quanto mais rápido esse crédito chegar à fase de cobrança, muito mais rápido e eficiente será a recuperação. Pois, se demora muito tempo, você tem dilapidação do patrimônio", analisa a coordenadora.
Ela também explica que a procuradoria tem toda uma maneira diferenciada para atuar junto aos grandes devedores. Essa estratégia está sendo adotada, porque se percebeu que apenas 10% dos contribuintes são responsáveis por 60% do estoque da dívida ativa da União. Nessa corrida contra o tempo, de acordo com Nélida Maria, a coordenadoria tem procurado aproximar os procedimentos de cobrança aos chamados órgãos de origem, como a Receita Federal e o Ministério da Justiça, que também arrecadam tributos.
Entre as dificuldades, a coordenadora citou também a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou inconstitucional a cobrança de 30% da dívida de quem pretende entrar com recurso contra a formalização dos seus débitos. "Hoje, a gente não pode fazer esse tipo de solicitação contra o contribuinte. Hoje, ele entra com o recurso e vai até as últimas instâncias", lamentou.
A Coordenadora lembra ainda da necessidade de promover justiça fiscal aos contribuintes que honram os compromissos e pagam os impostos em dia, a fim de manter o equilíbrio do mercado em relação às empresas. Ela referiu-se, nesse caso, à concorrência desigual que ocorre quando um devedor deixa de recolher tributos para, de certa forma, conseguir vantagens competitivas.
"Acaba havendo uma concorrência desleal, porque eles pagam seus tributos e aqueles que ficam anos discutindo, têm vantagens em relação àqueles que pagam em dia o seu tributo. Porque o fluxo de caixa que seria usado para pagar o tributo, está sendo reinvestido no próprio negócio", afirmou.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Governo tira Petrobras das contas públicas e dívida do setor público sobe de 41,4% em abril para 42,5%, do PIB, no mês passado
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O fim da contribuição da Petrobras para as contas públicas elevou o endividamento da União, dos Estados e dos municípios.
Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central, a dívida pública subiu em maio pelo quinto mês consecutivo.
O principal indicador que mede a dívida líquida do setor público (relação dívida/PIB, Produto Interno Bruto) subiu de 41,4% em abril para 42,5% no mês passado.
O dado referente ao mês de abril foi revisado por conta da mudança. Originalmente, o endividamento estava em 38,5%. Mas sem a Petrobras, passou para 41,4%.
A decisão de tirar a Petrobras das contas públicas tem como objetivo liberar a estatal para investir cerca de R$ 15 bilhões por ano e ajudar a reativar a economia brasileira após o impacto da crise econômica internacional.
Em termos absolutos, o valor da dívida de abril foi revisto de R$ 1,124 bilhão para R$ 1,207 bilhão. Em maio, subiu para R$ 1,245 bilhão.
Superávit primário
A mudança em relação à Petrobras também tem impacto no superávit primário, a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. O governo federal decidiu que neste ano irá reduzir essa economia de 3,8% para 2,5% do PIB. O objetivo é compensar a queda na arrecadação e aumentar o espaço para gastos e investimentos.
Em maio, o superávit primário do setor público ficou em R$ 1,119 bilhão. No acumulado do ano, o dado até abril foi revisto de R$ 33,403 bilhões para R$ 30,760 bilhões. Em maio, chegou a R$ 31,879 bilhões.
Em 12 meses, o primário soma R$ 66,908 bilhões (2,28% do PIB). É o pior resultado da série revisada pelo BC desde junho de 2004, quando estava em R$ 65,7 bilhões. Em abril, o primário estava em R$ 89,687 bilhões (dado que foi revisado para R$ 74,314 bilhões com a exclusão da Petrobras).
da Folha Online, em Brasília
O fim da contribuição da Petrobras para as contas públicas elevou o endividamento da União, dos Estados e dos municípios.
Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central, a dívida pública subiu em maio pelo quinto mês consecutivo.
O principal indicador que mede a dívida líquida do setor público (relação dívida/PIB, Produto Interno Bruto) subiu de 41,4% em abril para 42,5% no mês passado.
O dado referente ao mês de abril foi revisado por conta da mudança. Originalmente, o endividamento estava em 38,5%. Mas sem a Petrobras, passou para 41,4%.
A decisão de tirar a Petrobras das contas públicas tem como objetivo liberar a estatal para investir cerca de R$ 15 bilhões por ano e ajudar a reativar a economia brasileira após o impacto da crise econômica internacional.
Em termos absolutos, o valor da dívida de abril foi revisto de R$ 1,124 bilhão para R$ 1,207 bilhão. Em maio, subiu para R$ 1,245 bilhão.
Superávit primário
A mudança em relação à Petrobras também tem impacto no superávit primário, a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. O governo federal decidiu que neste ano irá reduzir essa economia de 3,8% para 2,5% do PIB. O objetivo é compensar a queda na arrecadação e aumentar o espaço para gastos e investimentos.
Em maio, o superávit primário do setor público ficou em R$ 1,119 bilhão. No acumulado do ano, o dado até abril foi revisto de R$ 33,403 bilhões para R$ 30,760 bilhões. Em maio, chegou a R$ 31,879 bilhões.
Em 12 meses, o primário soma R$ 66,908 bilhões (2,28% do PIB). É o pior resultado da série revisada pelo BC desde junho de 2004, quando estava em R$ 65,7 bilhões. Em abril, o primário estava em R$ 89,687 bilhões (dado que foi revisado para R$ 74,314 bilhões com a exclusão da Petrobras).
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Dívida pública federal interna atinge R$ 1,239 trilhão em maio
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
A dívida pública federal interna em títulos públicos voltou ao subir em maio, aumentando 1,71% na comparação com abril. O estoque total da dívida chegou ao final de maio totalizando R$ 1,239 trilhão. Em abril, a dívida tinha caído 2,5% na comparação com março, totalizando R$ 1,218 trilhão.
O resultado se deve à emissão líquida de R$ 8,5 bilhões e apropriação de juros de R$ 12,4 bilhões. Em maio, houve emissões de R$ 22,9 bilhões em títulos e resgates de R$ 14,4 bilhões.
Já a dívida pública total, que inclui também a externa, passou de R$ 1,318 trilhão em abril para R$ 1,337 trilhão em maio, uma alta de 1,43%.
O PAF (Plano Anual de Financiamento) prevê que a dívida pública federal irá fechar este ano entre R$ 1,480 trilhão e R$ 1,540 trilhão.
A dívida pública externa caiu 2,04%, para R$ 97,6 bilhões (US$ 59,9 bilhões).
Perfil
A parcela de títulos prefixados na dívida interna subiu de 34% em abril para 34,3% em maio, devido à emissão líquida de R$ 7 bilhões desses papéis.
A participação dos indexados à taxa Selic aumentou de 35,34% em abril para 35,42% em maio. A participação dos títulos remunerados por índices de preços, por sua vez, caiu de 27,63% para 27,37% em maio.
O volume de títulos em poder público com vencimento em até 12 meses aumentou de 27,01% para 28,3%.
O prazo médio da dívida total caiu de 41,65 meses para 41,17 meses. No caso da dívida interna, recuou de 39,26 meses para 38,84 meses.
Custo
O custo médio da dívida interna aumentou de 12,53% ao ano em abril para 14,20% a.a. em maio, devido à maior variação do IPCA e do IGP-M.
No acumulado dos últimos 12 meses, o custo médio aumentou de 12,64% ao ano em abril para 12,72% a.a. em maio, em virtude da maior variação dos índices de preços na comparação entre maio de 2007 e 2008.
da Folha Online, em Brasília
A dívida pública federal interna em títulos públicos voltou ao subir em maio, aumentando 1,71% na comparação com abril. O estoque total da dívida chegou ao final de maio totalizando R$ 1,239 trilhão. Em abril, a dívida tinha caído 2,5% na comparação com março, totalizando R$ 1,218 trilhão.
O resultado se deve à emissão líquida de R$ 8,5 bilhões e apropriação de juros de R$ 12,4 bilhões. Em maio, houve emissões de R$ 22,9 bilhões em títulos e resgates de R$ 14,4 bilhões.
Já a dívida pública total, que inclui também a externa, passou de R$ 1,318 trilhão em abril para R$ 1,337 trilhão em maio, uma alta de 1,43%.
O PAF (Plano Anual de Financiamento) prevê que a dívida pública federal irá fechar este ano entre R$ 1,480 trilhão e R$ 1,540 trilhão.
A dívida pública externa caiu 2,04%, para R$ 97,6 bilhões (US$ 59,9 bilhões).
Perfil
A parcela de títulos prefixados na dívida interna subiu de 34% em abril para 34,3% em maio, devido à emissão líquida de R$ 7 bilhões desses papéis.
A participação dos indexados à taxa Selic aumentou de 35,34% em abril para 35,42% em maio. A participação dos títulos remunerados por índices de preços, por sua vez, caiu de 27,63% para 27,37% em maio.
O volume de títulos em poder público com vencimento em até 12 meses aumentou de 27,01% para 28,3%.
O prazo médio da dívida total caiu de 41,65 meses para 41,17 meses. No caso da dívida interna, recuou de 39,26 meses para 38,84 meses.
Custo
O custo médio da dívida interna aumentou de 12,53% ao ano em abril para 14,20% a.a. em maio, devido à maior variação do IPCA e do IGP-M.
No acumulado dos últimos 12 meses, o custo médio aumentou de 12,64% ao ano em abril para 12,72% a.a. em maio, em virtude da maior variação dos índices de preços na comparação entre maio de 2007 e 2008.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Após recuo em janeiro dívida líquida deve subir a 42,4% do PIB em fevereiro
27/02/2008 - 19h18
BRASÍLIA - Após recuar para o equivalente a 42,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em janeiro, o menor patamar desde a relação de 38,9% do PIB em dezembro de 1998, a dívida líquida do setor público deve subir em fevereiro para 42,4%, estima o Banco Central (BC). O aumento decorre da forte valorização do real frente à moeda americana, que registra 3,3% do início do mês até hoje.
Para dezembro de 2008, a autoridade monetária estima que o endividamento deve diminuir nessa relação com o PIB, situando-se em 41,5%, ante a posição fechada em 2007 de 42,8% do PIB.
Dados divulgados hoje apontam que a dívida líquida pública registrou também uma queda nominal em janeiro, saindo de R$ 1,15 trilhão no mês anterior para R$ 1,14 trilhão.
Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, foi "uma melhora expressiva", a queda de 0,7 ponto percentual na relação com o PIB, entre dezembro e janeiro. Isso porque o real teve uma valorização mensal de apenas 0,62% sobre o dólar.
Para fevereiro, porém, ele trabalha com a taxa de câmbio de R$ 1,68 da abertura de hoje, ante R$ 1,75 do fim de janeiro. Como o governo é credor em dólares, a valorização do real aumenta a dívida.
Em janeiro de 2007, para cada 1% de queda no preço do real frente ao dólar, a dívida aumentava 0,04 ponto percentual do PIB. Em janeiro de 2008 passou para um aumento de 0,10 ponto percentual do PIB.
Por aumento da parcela prefixada, a sensibilidade dos juros sobre a dívida também foi ampliada. Em janeiro de 2007, cada 1 ponto percentual de variação da Selic mantido em 12 meses afetava a dívida em 0,22 ponto percentual do PIB (para cima ou para baixo). No mês passado esse impacto subiu para 0,26 ponto percentual do PIB.
A parcela da dívida com variação pela Selic subiu de 47,1% do total há um ano para 54,8%, enquanto a participação da prefixada passou de 35,8% para 37,7% em janeiro de 2008, segundo informou o BC.
(Azelma Rodrigues | Valor Online)
Para dezembro de 2008, a autoridade monetária estima que o endividamento deve diminuir nessa relação com o PIB, situando-se em 41,5%, ante a posição fechada em 2007 de 42,8% do PIB.
Dados divulgados hoje apontam que a dívida líquida pública registrou também uma queda nominal em janeiro, saindo de R$ 1,15 trilhão no mês anterior para R$ 1,14 trilhão.
Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, foi "uma melhora expressiva", a queda de 0,7 ponto percentual na relação com o PIB, entre dezembro e janeiro. Isso porque o real teve uma valorização mensal de apenas 0,62% sobre o dólar.
Para fevereiro, porém, ele trabalha com a taxa de câmbio de R$ 1,68 da abertura de hoje, ante R$ 1,75 do fim de janeiro. Como o governo é credor em dólares, a valorização do real aumenta a dívida.
Em janeiro de 2007, para cada 1% de queda no preço do real frente ao dólar, a dívida aumentava 0,04 ponto percentual do PIB. Em janeiro de 2008 passou para um aumento de 0,10 ponto percentual do PIB.
Por aumento da parcela prefixada, a sensibilidade dos juros sobre a dívida também foi ampliada. Em janeiro de 2007, cada 1 ponto percentual de variação da Selic mantido em 12 meses afetava a dívida em 0,22 ponto percentual do PIB (para cima ou para baixo). No mês passado esse impacto subiu para 0,26 ponto percentual do PIB.
A parcela da dívida com variação pela Selic subiu de 47,1% do total há um ano para 54,8%, enquanto a participação da prefixada passou de 35,8% para 37,7% em janeiro de 2008, segundo informou o BC.
(Azelma Rodrigues | Valor Online)
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